Exercício Físico E Diabetes

Exercício físico e diabetes! Uma das primeiras evidencias de que a contração muscular poderia exercer o mesmo papel que a insulina. Em relação à captação de glicose ocorreu em 1887 quando pesquisadores identificaram que, durante o processo de mastigação. A captação de glicose era aumentada no músculo masseter de cavalos. Baseados nesses achados, diversos estudos concretizaram a ideia de que a prática de exercício físico. Promove efeitos positivos principalmente sobre o metabolismo de carboidratos e também sobre a sensibilidade à insulina.

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DIABETES MELLITUS TIPO 2

A curto prazo, exercícios físicos moderados podem trazer repercussões no metabolismo da glicose. Em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM tipo 2). Diversos estudos demonstraram redução da hemoglobina glicosilada, diminuição dos níveis de insulina sérica e aumento da sensibilidade à insulina. Em poucas semanas após o início do programa de atividade física. Esses efeitos podem ocorrer independentes da alteração do peso corporal. Contudo, o principal benefício proporcionado pela atividade física em individuo com DM tipo 2, é sem dúvidas, a redução do peso corporal e consequentemente os distúrbios associados à obesidade.

Embora o exercício físico e diabetes não seja capaz de reverter completamente o DM tipo 2. Diversos estudos demostraram que o paciente diabético inserido em programas regulares de exercício físico. Apresenta menores distúrbios metabólicos associados à doença, como, por exemplo, obesidade, retinopatia, nefropatia, neuropatia, dentre outras. A principal repercussão metabólica responsável por esse efeito protetor mediado pelo exercício é a melhora do perfil glicêmico.

Os efeitos da atividade física sobre a resistência à insulina são determinantes para prevenir o aparecimento do DM tipo 2. Principalmente quando associada à dieta balanceada. Os efeitos do exercício fisco regular e a intervenção dietética na prevalência de diabetes. Têm sido explorados intensivamente em diversos estudos em todo o mundo, como importantes alternativas para reduzir o número de novos casos de DM tipo 2. Em indivíduos com sobrepeso ou obeso com resistência à insulina.

Estudos clínicos examinou os efeitos de três intervenções, incluindo: placebo, metformina. E combinação de uma dieta balanceada e exercício físico no risco relativo de desenvolvimento de DM tipo 2. Em indivíduos com intolerância à glicose. Nesse estudo, as investigações mostraram que a intervenção sobre o etilo de vida (dieta e exercício físico e diabetes). Foi significativamente mais efetiva do que o uso de metformina em prevenir o desenvolvimento de DM tipo 2.

 

ESTUDO FINLANDÊS SOBRE EXERCÍCIO FÍSICO E DM TIPO 2

Resultados semelhantes foram encontrados em um estudo finlandês após investigação durante quatro anos. Em que foi observada a diminuição de 58% no risco de desenvolvimento de DM tipo 2. Em homens e mulheres que tiveram estilo de vida modificado, com realização de pelo menos 30 minutos de exercício de intensidade moderada. Redução de 5% do peso corporal, de 30% da ingestão calórica e de 10% da gordura saturada. Esses registros reforçam que os hábitos de vida saudável podem contribuir de maneira mais efetiva.

Do que a intervenção farmacológica na prevenção ao desenvolvimento de DM tipo 2. A determinação da intensidade de atividade física para paciente com DM tipo 2 deve ser elaborada, levando em consideração a presença ou não dos distúrbios metabólicos, associados à doença. Pacientes diabéticos que apresentam retinopatia, nefropatia ou neuropatia associadas devem desaconselhados. A praticarem exercícios com alto grau de impacto ou exercício que possam promovem apneia como por exemplo, mergulho e exercício resistidos intensos.

Por outro lado, indivíduos com diagnóstico precoce ou com bom controle glicêmico. São aptos a realizar tanto exercícios aeróbicos como resistidos. Atualmente, existe uma ampla discussão sobre qual tipo de exercício é mais indicado para paciente com DM tipo 2.

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DIABETES MELLITUS TIPO 1

Após a descoberta da insulina no início da década de 1920. Um grupo de pesquisadores canadenses da universidade de Toronto, liderado por Frederick Banting. Propôs um modelo de insulinoterapia em humanos e partir do isolamento da insulina de cães. Esse modelo proporcionou uma revolução no tratamento do DM tipo 1. Demostrando que a insulinoterapia seria capaz de proporcionar vida normal a esses pacientes. A descoberta foi de suma importância para o tratamento do diabetes, tanto que Frederick Banting e John Macleod. Receberam o Prêmio Nobel de fisiologia em 1923, um ano após a descoberta.

Pacientes com DM tipo 1 podem realizar todos os níveis de exercício, desde atividades de lazer até esportes de alto rendimento. Um exemplo claro de como isso é possível: o atleta norte-americano, Gary Hall Jr, portador de DM tipo 1. Sagrou-se bicampeão olímpico (Baercelona-92 e em Atlanta-96). Na prova dos 50m de nado livre, marcando seu nome na história dos jogos. Essas conquistas de Gary Hall mostram como os portadores de DM tipo 1 podem usufruir de uma vida normal. E inclusive participar de provas de alto rendimento, quando a doença é adequadamente controlada.

A principal preocupação do praticante de atividade física com DM tipo 1 consiste em monitorar de maneira rigorosa. Os níveis glicêmicos antes, durante e após a realização do “exercício físico e diabetes”, para reduzir o risco de hipoglicemia. É importante que cada indivíduo aprenda como se dá a resposta glicêmica para diferentes condições de exercício. Principalmente em relação à intensidade e à duração da atividade a ser realizada.

Durante a atividade física, a recomendação é consumir de 20 a 60 gramas de carboidrato. A cada 30 minutos, principalmente durante as atividades moderadas ou intensas. Após a realização da atividade, a glicemia deve ser verificada para a determinação da quantidade de carboidrato. Que deverá ser consumida para a estabilidade da glicemia, e também qual deverá ser a próxima dose de insulina a ser administrada. Recomenda-se sempre a consulta com nutricionista e com médico para ajustes na alimentação e na terapia com o hormônio.

 

INSULINOTERAPIA

Adicionalmente a insulinoterapia também requer cuidado especial aos portadores de DM tipo 1. Que realizam atividade física regular. Postula-se que as doses de insulina que precedem o exercício devam ser reduzidas ou até mesmo suspensas. Dependendo do tipo de ação da insulina utilizada e da intensidade e duração da atividade. A recomendação é de que a administração de insulina de ação intermediária, que precede o pode ser suspensa, sempre considerando a duração e a intensidade da atividade. O quadro 14,1 demonstra alguns cuidados básicos que devem ser tomados antes, durante e após a atividade física.
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Emerson Fittpaldi

Olá eu me chamo Emerson sou criador do blog. Diabetes Mellitus e Alimentos. E criei esse Blog pra fala sobre. Tipos de Diabetes, Sintomas, Tratamentos, Complicações, é Alimentos que previne a doença.

Website: https://www.diabetesmellitusealimentos.com.br/

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